E remando contra a maré eu ainda vou, levando esse sorriso sem graça, de quem se esconde por moinhos de vento. Eu não quero que o mundo me veja, porque eu não acho que eles entenderiam. Duas vidas não deveriam seguir assim, mas vão, com os mesmos sorrisos de ontem e amanhã, zombando dos normais que deixam passar oportunidades, vão, sonhando com sabe se lá o que, porque já não sabem o que fazer do futuro, vão longe dos olhares moralistas que só fazem repreender, um fala do outro, mas os dois fingem não entender, o subentendido é o maior sorriso que eles podem dar, as entrelinhas são gargalhadas enquanto os sonhos só fazem flutuar. Pessoas inconsequentes vivem, e não sabem simplesmente não se deixar levar...
É um pouco pessoal, é um meio desabafo. Meu mundo em palavras. Meu eu-lírico em pedaços.
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