E de repente te encontrei, desarmado em minha frente, com lágrimas ocultas nos olhos, e me lembrei do quanto gostava de ti, e considerava toda a confiança que seu sorriso me passava, o coração acelerou, como se voltasse ao passado, que nunca passou, batendo como se não houvesse um limite entre morte e enfarte, te senti mais perto do que precisava sentir, com certo receio. Então soube o quanto se sentia só, e quanta vergonha havia dentro de ti, quanta derrota seu corpo era capaz de sentir, você estava mais frágil do que nunca, sua tristeza parecia mais profunda que qualquer sentimento que perfurasse a alma e seu olhar de pura decepção, parecia me tocar amargamente, se estivéssemos a sós, você cairia em meus braços, como que desmoronando e se desfazendo em desabafos, por algo que tanto te machucava, me senti usada por um instante, no fundo o enigma que sua confusão fazia em mim, me intrigava ao máximo e você sabia como me desconcertar, me fazer pensar, repensar e despensar coisas que eu ...
É um pouco pessoal, é um meio desabafo. Meu mundo em palavras. Meu eu-lírico em pedaços.