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Trajetória

Estava em minha zona de conforto, nas sombras, porque era tudo mais fácil enquanto eu estava por lá, me escondendo, mostrando apenas o lado amargo, sem sentimentos. Eu não dava a cara pra bater, não arriscava outro coração partido, apenas ocultava a existência de um coração. Era divertido ser irônica quando alguém falava de relacionamento sério pra mim, eu apenas soltava um riso ácido e dizia: - tá, e daí? Sabe, meu forte nesses 3 anos e meio nunca foi acreditar que algo daria certo, eu apenas via surgirem os “quases”, esperando a pessoa ir embora. Eu sabia que todo mundo um dia iria partir. Era aquele velho ciclo, de costume: Ele chega, bagunça tudo superficialmente ao meu redor, tenta ganhar meu coração, mas não se arrisca e eu desse lado também não. Ele vai embora, procurar algo melhor e eu fico, também na mesma procura, me perco no caminho, entre uma bebedeira e outra, enfrento os dias de ressaca, as vezes mais moral do que etílica. No dia seguinte reflito sobre como estou vazia…
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Turismo no meu mundo

Tem pessoas que são viagem e outras que são destino... E me soa tão cruel saber disso, estar ciente de que talvez nós só nos encontramos pra uma breve viagem, eu na sua vida, você na minha. Um colorindo os dias do outro, só que por tempo limitado. Isso tudo pode terminar na velocidade de um sopro. Nada aconteceu e eu já quero voltar no início, antes que você vá embora pra viver melhor sua vida e me deixe aqui na mesma monotonia em que me encontrou, porém mais sozinha, mais melancólica e ainda mais amarga e mais difícil de conquistar, muito menos crente nesse sentimento complicado que é o amor. Vamos voltar ao início, parecia tão certo, eu, você, a química, nossa conexão espiritual...O que poderia dar errado? Aperta o replay porque eu quero ficar revivendo aqueles primeiros dias antes de qualquer coisa. A qualquer momento agora, isso pode escorrer pelos dedos feito areia. Correndo o tempo como uma bomba relógio, que eu não sei desarmar. Eu não quero estar aqui quando tudo voar pelos ares…

E mais essa queda

Ainda outro dia, falava sobre o amor ser como quando saltamos em queda livre. Sabe, você se prepara com todo o equipamento, mas ele agirá de acordo com seu destino. Ele pode não funcionar,  e você se espatifar no chão de forma quase fatal ou ele pode funcionar e você vir a viver algo ímpar, uma das mais maravilhosas experiências da sua vida.
Bom, eu já me lancei com um equipamento que falhou algumas vezes e por sorte, devo ser como um gato e ter sete vidas...Agora provavelmente restaram umas 3.
Não contente, feito Lisbela eu me lancei de novo e apesar de me sentir idiota por isso, pego na mão meu coração todo cheio de cicatrizes e remendos, já tão usado, batido, desbotado e digo a ele: já nos enganamos antes, mas agora pode valer a pena, eu preciso tentar só mais essa vez (com ar de adulto dizendo a criança que ficará tudo bem, quando nem ele mesmo tem essa certeza).
Ora, fui vencida pelo cansaço, minha resistência não era tão forte quanto o homem que ordenou que começasse a guerra. …

Elastic Heart

Conforme ia me inconformando com o mundo, ia criando um mundo pra mim, foi fundado com base em mim mesma e "fechado" até certo ponto, pois morria de medo de alguém que entrasse ali e poluísse, modificasse minhas leis, quisesse governar, derreter minhas geleiras com seu aquecimento global. Criei meu caos particular, detalhe por detalhe e ali me entendia, sempre que precisava me fechava, era ali que me sentia abraçada pela minha própria solidão, mas pessoas as vezes surgem, a maioria fracassava, não era capaz de aguentar a intensidade desse meu universo. Você veio estabelecer contato, propôr um tratado, parecia amigável, parecia ser como qualquer outro desbravador, mas a diferença é que eu nunca consegui dizer não, eu nunca consegui não querer, por mais que a fuga fosse normal, dessa vez a estratégia automática ruiu, caiu por terra, você veio estudando minuciosamente meus atos, meu passado, meus traumas, com um esforço realmente grande pra conseguir compreender meus pedaços. E…

Stand By

E aqui vou eu novamente, cortando laços e desfazendo de tudo aquilo que fiz, acreditando se tornar algo maior, foi um meio acidente. Obra do desejo que joguei e retornou pra mim, de uma forma diferente. Eu realmente gostaria que tudo tivesse se transformado, mas por aqui o presente vira passado rápido demais. E o último beijo do primeiro encontro é também o beijo de adeus. O karma do desamor pode vir pra me perseguir, eu não sei se estou pronta, mas se ele quiser, pode invadir. O preço que pago é ser imune ao frio na barriga. Eu tenho pressa, mas meu destino é lento.  E mais um se foi com o vento, não fez a diferença que eu gostaria e eu peço perdão por ser controversa comigo mesma, por querer amar e ao mesmo tempo não conseguir ligar no dia seguinte, ficar diferente, ir esfriando, dissipando na névoa...e quando vi, já parti, senti minha falta, vim ficar comigo, no meu velho stand by. É nesse momento que as expectativas desaparecem e vivo em mim, até o próximo problema me encontrar e …